João Portugal Ramos apresentou recentemente a um grupo de jornalistas as suas novas colheitas, no total, doze vinhos alentejanos, quatro ribatejanos, três das Beiras e oito do Douro (uns a chegar ao mercado e outros disponíveis daqui a alguns meses). Quem conhece o trabalho desenvolvido por este enólogo sabe que é um dos principais responsáveis pelo aumento qualitativo dos vinhos portugueses nos últimos anos, mas principalmente no Alentejo, região onde passa a maior parte do seu tempo e onde habita.
Durante o evento, João Portugal Ramos apresentou os elementos que fazem parte da sua equipa nas diversas regiões onde actua, mas também dois colaboradores externos que muito elogiaram os seus vinhos: o espanhol José Rámon Lisarrague (Professor da Universidade Politécnica de Madrid na área de Viticultura) e o francês Nicolas Vivas, da Escola Superior de Enologia de Bordéus. Portugal ainda tem muito que caminhar mas a verdade é que os especialistas internacionais reconhecem cada vez mais a qualidade e o grande potencial dos nossos vinhos, nas mais diversas regiões. E não são só os estudiosos, mas os críticos e os concursos internacionais que já pontuam bem os nossos vinhos e lhes concedem inúmeras medalhas.
Dos mais simples, aos mais complexos, os vinhos de João portugal Ramos mereceram rasgados elogios. Principalmente se pensarmos que em pouco mais de uma década, o enólogo passou a produzir vinho de 400 toneladas de uva para 4 milhões de toneladas. ノ obra fazer quantidade e manter a qualidade. E é isso que Portugal precisa, aliado ao facto dos produtores terem de apostar mais na comunicação dos seus produtos, incluindo a participação em feiras, organização de provas direccionadas aos apreciadores de vinho e aposta na formação dos consumidores. É que, como dizem os gurus do marketing «Não basta ter um bom produto, há que saber vendê-lo».